quinta-feira, 21 de julho de 2011

Abstração



A vida por muitas vezes é incoerente

Andamos a esmo na escuridão,

Aflitos, sem explicação.

Nada faz sentido, não há caminho,

Não existe direção, nem placas.

Então vivemos...

Nos dias de chuva,

Desligamos a mente.

Fechamos os olhos, para não enxergar,

Que o amanhã é invisível;

Que o amanhã é imprevisível;

No rosto, estampado está o medo.

Do coração, transborda dúvida.

De como continuaremos...

Dentro do meu mundo simétrico

É inconstante a insanidade

Aqui tudo é tranqüilo

Lá fora é melancólico e irreal

Ao final de tudo

O meu mundo é só meu.

Só eu vejo e mais ninguém.





quarta-feira, 20 de julho de 2011

SAUDADES


SAUDADES
Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Dói morder a língua, dói cólica,
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu,
do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.

E essa saudade doí tanto, que não pude escrever sobre ela.
Por isso emprestei algumas palavras, de alguém que não sei quem.

Até.